segunda-feira, 29 de agosto de 2011

EDUCAÇÃO



É intrigante observar como os conceitos hoje estão invertidos, antes os pais eram autoritários e hoje permissivos em demasia, onde tudo pode, não impõem limites, na realidade estão perdidos, não estão sabendo como educar seus filhos e estes se encontram abandonados em seu próprio lar, triste realidade.
Infelizmente muitos pais estão delegando a educação de seus filhos à escola, às creches ou babás.
Nossos filhos necessitam não só de uma educação apreendida na escola através dos livros, mas também da educação autêntica que nós pais transmitimos através de nossas ações, nossos exemplos, nossos valores, enfim, somos responsáveis pela formação do caráter de nossos filhos, somos referências para eles.
O mundo precisa de pais conscientes, que eduquem seus filhos expondo suas histórias de vida, suas falhas, erros, acertos, tristezas, frustrações, alegrias, conquistas, que revelem suas dificuldades e como conseguiram superá-las, assim sendo, estarão subsidiando os filhos a compreenderem o mundo, as pessoas, a adquirirem a capacidade de perceber e trabalhar suas perdas, suas frustrações, a adotarem atitudes estimadas, ou seja, sendo pessoas empáticas, altruístas, leais, idôneas, éticas, capazes de ouvir o outro, de assumirem seus erros, de amar e intuir que o outro é importante pra si e vice-versa, um amor mútuo.
Contudo, testemunhamos pais fazendo tudo por seus filhos, atendendo todos os seus desejos, mimando-os em excesso, castrando-os, impedindo-os de se tornarem pessoas independentes, autônomas, seguras, confiantes.
Os filhos não serão menos felizes porque não viajaram nas férias ou não tiveram sua festa de aniversário ou não tem aquela roupa de grife ou o tênis de marca ou aquele produto eletrônico etc., pelo contrário, eles esperam limites dos pais e testam o tempo todo se serão atendidos ou não em tais solicitações. É muito significativo ensinar-lhes a diferença entre ter coisas e ser uma pessoa útil a comunidade.
Não estou ditando para os pais dizerem sempre não aos seus filhos, mas estou articulando que ao dizerem sempre sim, com certeza terão complicações no futuro com este filho, uma vez que este poderá vir a ser uma pessoa egocêntrica, de difícil convívio social, com dificuldades de respeitar o limite do outro, os direitos do outro etc.
É sabido que tanto o pai quanto a mãe trabalham fora e por extensas horas, portanto os pouco tempo disponíveis que têm com seus filhos, devem ser de qualidade, ser valiosos à criança, porque o filho não precisa de um super herói pra brincar com ele e sim de um pai e de uma mãe que se envolvam de verdade no momento que estão juntos, são instantes preciosos, de muita troca, troca de idéias, de experiências, de contato físico, de transmissão de valores.
Não podemos continuar negligenciando nossos filhos, nem delegando sua educação a outrem e nem os criando em uma redoma de vidro, sendo pais super protetores. Lembremos que tudo em excesso é maléfico.
Que sejamos pais conscientes, discernidos, sábios, perseverantes na educação de nossos filhos e que evoquemos Deus como nosso cúmplice nesta árdua tarefa.
Nossas crianças precisam de exemplos, de espelhos, de ações, de pessoas, de personagens e figuras significativas em suas vidas, para que possam contribuir e fortalecer na formação de sua identidade, de sua subjetividade.
Reflitamos sobre isso.


2 comentários:

  1. Infelizmente essa é a atual realidade, pais omissos, filhos intolerantes, sociedade com valores invertidos.

    Presenciei hoje uma triste cena, uma mãe super apressando seu passo pra acompanhar seu filho adolescente, irritado, grosso, dizendo pra ela andar depressa... Pensei: por quantas vezes essa mãe, segurando a mãozinha do filho, demorou horas acompanhando os passos do pequenino em um passeio pela pracinha?

    Meus pensamentos me levaram ao profeta: - "Gentileza gera gentileza".

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  2. A propósito, gostei muito do que li aqui, no seu blog. Parabéns amiga!

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