quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pornografia


A pornografia se expandiu muito, dentro e fora dos lares, na mídia impressa, na TV e na Internet. Conteúdos pornográficos podem interferir no amadurecimento sadio da capacidade de relacionamento das pessoas.
Os perigos de ver pornografia são reais, é algo prejudicial e destrutivo. Alarga apetites que não devem existir, estimula desejos ardentes que jamais devem ser satisfeitos.
Tanto a pornografia que não envolva violência, que é a “pornografia agressiva”, quanto à pornografia objetificante (playboy), alteram as atitudes dos homens em um sentido negativo com relação às mulheres.
A pornografia molda atitudes e influência o comportamento. Suas mensagens são tentadoras principalmente porque são fantasias e, assim, apresentadas como sendo mais excitantes do que a realidade.
As mulheres estão vivendo em uma sociedade onde elas são desumanizadas por uma indústria pornográfica multibilionária, pois é mais lucrativa do que o tráfico de drogas e de armas. Mulheres, homens e crianças são representados como meros objetos de gratificação sexual.
A indústria pornográfica divulga e injeta seus produtos em nossas sociedades. Ela apresenta a mulher como sexualmente excitadas pela humilhação, exploração e moléstia, tais indústrias negam qualquer responsabilidade por danos causados por suas ações, continuando a lucrar com sua desumanização de mulheres e crianças.
 Alguns pesquisadores dizem que a exposição à pornografia pode afetar o desenvolvimento normal do cérebro de uma criança. As estatísticas mostram que os principais consumidores de pornografia são rapazes de 12 a 17 anos, e para muitos a pornografia é sua fonte primária de educação sexual.
Os exemplos apresentados na TV, em ambientes de entretenimento como novelas, seriados e filmes, são de infidelidade, sexo fácil, sexo grupal e promiscuidade, a criança e o adolescente tendem a agregar apenas o prazer da diversão à conduta apresentada, transformando aquela postura em estímulo. Uma vez assimilados esses modelos como referências, os jovens passam a experimentar socialmente a conduta ditada pela TV.
A cada dia surgem 266 novos sites pornográficos na internet. Sexo é a palavra mais procurada na internet.
A exposição à pornografia insere nos usuários o risco crescente de desenvolver tendências de desvios de comportamento sexual, 80% dos estupradores de crianças confessam que seus problemas começaram através da pornografia e 75% deles confessam que praticaram em suas vítimas as cenas que viram na pornografia.
Vários exemplos dos efeitos negativos do uso de pornografia acabam aparecendo nos consultórios profissionais de psicólogos, médicos, conselheiros, advogados etc., são pessoas que estão com algum tipo de problema ou sofrimento, que por vezes começaram com um vício precoce em pornografia na adolescência e esse vício foi gradualmente evoluindo.
O gatilho que pode disparar o primeiro estupro pode ser em ver numa mulher semelhanças muito próximo da protagonista de um filme pornográfico. A realidade e a fantasia se mesclam, enquanto colocam em prática suas “fantasias” sexuais. 
Uma das conseqüências de ser viciado em pornografia é a ruptura das delicadas ligações da intimidade familiar e do relacionamento conjugal, pois o vício pode depreciar a habilidade de usufruir e participar da intimidade conjugal normal. A pornografia pode também destruir a confiança e a franqueza, qualidades essenciais no casamento, pois o vicio muitas vezes leva a enganar, a mentir e o cônjuge se sente traído. É preciso haver respeito e obedecer a certos limites dentro do casamento.
A luta para se livrar da pornografia poderá ser uma batalha difícil. Promessas não funcionam. Boas intenções não significam nada. O viciado em sexo simplesmente não consegue se curar sozinho. De acordo com Dr. Victor Cline, há uma regra inalterável, que é falar francamente a respeito do problema e de possíveis recaídas, já que atos secretos aniquilam a pessoa e criam vergonha e culpa.
É preciso tomar uma decisão deliberada e sincera de rejeitar a pornografia. Um amigo ou familiar de confiança poderá ser de inestimável ajuda, dando o necessário apoio e incentivo para a pessoa se apegar à sua decisão.
Alguns médicos afirmam que a pornografia pode criar um vício muito mais difícil de largar do que o vício de drogas. O tratamento dos viciados em drogas geralmente começa com a desintoxicação, para remover a substância do organismo. Mas o vício da pornografia, explica a Dra. Mary Anne Layden, da Universidade da Pensilvânia, “produz imagens mentais que são implantadas permanentemente na memória do usuário e instaladas ali por meio da química cerebral”. É por isso que a pessoa pode recordar vividamente imagens pornográficas de anos atrás. Ela conclui: “Essa é a primeira substância viciadora contra a qual não existe esperança de desintoxicação.”
Quando a pessoa vai se acostumando a olhar tudo e de tudo, com o tempo a razão vai adormecendo, a vontade enfraquecendo, pois os estímulos e impulsos sexuais acabam sendo satisfeitos sem regras e limites, e se tornam sempre mais primitivos, animalescos e profundamente dominadores. Aquilo que parecia ser a opção mais livre, mais autêntica, na realidade é justamente o contrário, uma forma de escravização. (João Malheiro).
Finalizo por aqui e espero ter contribuindo com algumas informações sobre o tema aludido.

Abraços.

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