quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ESCLEROSE MÚLTIPLA



É uma doença grave, extremamente invasiva, um mal que pode incapacitar jovens e que muitas vezes pode ser confundido como labirintite, fazendo com que a pessoa não procure orientação médica logo de imediato. É uma doença do Sistema Nervoso Central, lentamente progressiva, de causa desconhecida que apresenta lesões no SNC, 10 em cada 100 mil habitantes têm a doença no Brasil e é mais comum em mulheres que em homens, manifestando-se em média entre os 18 e 45 anos de idade, sendo seu maior pico por volta dos 30 anos e raramente pessoas na terceira idade desenvolvem a doença.
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória, uma doença neurológica crônica que destrói a mielina - uma substância/camada gordurosa que cobre as fibras nervosas do cérebro e facilita a comunicação entre as células.
Essa agressão na mielina acontece silenciosamente e recebe o nome de desmielinização. Com a perda das camadas da mielina, as mensagens que saem do cérebro são atrasadas ou bloqueadas de vez, provocando assim um descontrole interno generalizado.
No local onde a camada da mielina fora destruída, forma-se um tecido semelhante a uma cicatriz, por isso o nome esclerose e é múltipla porque atinge várias áreas do cérebro e da medula espinhal.   
Esta doença se caracteriza por surtos periódicos e tende a piorar a cada crise. Apesar de não ser herdada, atinge pessoas geneticamente predispostas à doença e se manifesta de diferentes modos. A gravidade de cada caso está relacionada com a área afetada.
Os principais sintomas são: Falta de coordenação, dormência, dor facial, vertigem, perda da audição, visão turva, perda da visão em um ou ambos os olhos, alteração no controle de urina e fezes, dor nos braços, perda de equilíbrio, comprometimento da memória, depressão, fadiga intensa, mudanças de humor, queimações, sensações de formigamento, tremores, tonturas, dificuldade de deglutição, paralisia total ou parcial de uma parte do corpo. Os sintomas podem ser discretos ou intensos, aparecer e desaparecer.
A evolução da doença é imprevisível e muito variada. No início pode haver períodos longos de meses ou anos entre um episódio ou outro, mas os intervalos tendem a diminuir e eventualmente ocorre a incapacitação progressiva e permanente. Alguns pacientes se tornam rapidamente incapacitados se não tratados. Quando a doença se apresenta na meia-idade a progressão é rápida e sem melhoras e às vezes fatal em apenas um ano.
Há exames que auxiliam no diagnóstico da doença, tais como: a ressonância magnética, avaliação do líquido da medula espinhal e potencial evocado. Por meio da ressonância magnética, são notadas as lesões que surgem no sistema nervoso.
A esclerose múltipla pode se manifestar de quatro formas:
·        Remitente-recorrente: é a manifestação clínica mais comum, caracterizada por surtos que duram dias ou semanas e, em seguida, desaparecem.
·        Progressivo-primária: apresenta uma progressão de sintomas e comprometimentos (seqüelas) desde o seu aparecimento.
·        Progressivo-secundária: pacientes que evoluíram da forma remitente-recorrente e vão piorando lenta e progressivamente.
·        Progressivo-recorrente: progressiva com surtos. Desde o início da doença, mostra a progressão clara das incapacidades geradas a cada crise.
Quanto ao tratamento além da medicação, dos cuidados gerais, recomenda-se a fisioterapia, psicoterapia, terapia corporal, hidroterapia, caminhada, hidroginástica, exercícios físicos. Como o indivíduo perde a capacidade de fazer coisas simples, o apoio familiar é de suma importância, uma vez que o ajuda a manter sua vida quase normal e sua saúde mental em melhor condição.
Infelizmente, a ciência ainda não descobriu a causa da doença nem sua cura, atribui-se à doença a uma reação auto-imune do organismo, que em algum momento e por algum motivo, começa a atacar o Sistema Nervoso Central, contudo, as pesquisas não param e há alguns medicamentos que reduzem a intensidade dos surtos, tornando menos frequentes as ocorrências e oferecendo uma melhora na qualidade de vida do paciente. Os remédios são distribuídos pelo serviço público de saúde e devem ser exigidos. Importante ressaltar o acompanhamento do médico junto ao paciente, para controlar possíveis efeitos colaterais.
O acompanhamento terapêutico é fundamental ao paciente de esclerose múltipla. Segundo O neurologista Cícero Galli Coimbra afirma que, "O sistema imunológico é ativado toda vez que enfrentamos uma situação de estresse grave. Avisado de que algo está errado em nosso organismo, ele começa a vasculhá-lo na tentativa de identificar "invasores" como vírus e bactérias. Por fim, acaba atacando a bainha de mielina que envolve os neurônios. Com a estabilidade emocional, 85% dos surtos podem ser reduzidos. Psicoterapia e terapia ocupacional são indicadas para organizar os pensamentos e as atividades".
Para finalizar, em um estudo britânico descobriu-se uma forma de “restauração" da esclerose múltipla, foram feitas analises em ratos que revelaram que células-tronco do cérebro do paciente podem auxiliar no processo. Estimular  as células-tronco do cérebro para que elas regenerem estas fibras, regenerem a mielina.
A ciência não cessa em suas pesquisas, os cientistas anseiam poder ajudar a identificar novos medicamentos regenerativos que estimulem o reparo da mielina nos pacientes que sofrem com a doença.
Deus está conosco e logo teremos essa resposta!


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